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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

 "O cinema é um modo divino de contar a vida." (Federico Fellini)




 Fotos de uma das aulas de Edição e Roteiro: Professor Pierre Cortes








"Você existe apenas naquilo que faz".
"O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus".
- Felini




"Se quisermos compreender alguma coisa, precisamos nos dedicar ao silêncio"



"Agora mais do que nunca nós temos que conversar uns com os outros, ouvir uns aos outros e entender como vemos o mundo e (o) cinema é o melhor meio de fazer isso"
- Martin Scorcese


"O cinema brasileiro é feito com dinheiro público, com o dinheiro de um curta se fazem quatro casas populares, com o dinheiro de um longa dá para fazer um hospital. São os trabalhadores, com seus impostos, que pagam estes filmes. Ironicamente, eles não tem dinheiro para ir ao cinema. Cinema, no Brasil, é feito para os ricos, com dinheiro dos pobres. E precisa ser feito, é função do estado garantir meios para produção cultural. Na televisão dá-se o contrário: são as grandes empresas que patrocinam os programas que milhões de brasileiros assistem todos os dias. Não de graça, é claro, eles precisam ver também os comerciais."
- Jorge Furtado


























"Na maioria das vezes, sinto-me decepcionado com meus filmes."
- Woody Allen

"Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória." José Saramago

auditório do Centro Cultural de Caieiras


idem

 Falar sobre José Saramago é falar sobre a possibilidade de existirmos muito além das conveniências sociais! É falar sobre a atitude, sobre o pensamento sensível e não demagogo e sobre alguém de sabedoria e humanidade indissolúveis.  Quando soubemos de sua morte, pensamos logo em mostrar que Saramago sempre estará presente, imortalizado no pensamento crítico e atrelado ao questionamento do mundo contemporâneo. 


Fizemos a proposta ao Centro Cultural de Caieiras para exibirmos o filme "Ensaio sobre a Cegueira", durante o Inverno Cultural. 


Escolhemos o filme pela beleza e força das cenas e do roteiro tão bem adaptado e para falarmos sobre o que não vemos em Caieiras, tanto no plano simbólico, como também no físico, como a ausência de cinemas (embora o mesmo espaço, Centro Cultural seria ideal para exibição de filmes, caso houvesse interesse das autoridades em fazê-lo). A cegueira proposta por Saramago é muito mais que a condição de impedir os nossos olhos de enxergar... é o não ver que nossa chamada sociedade é frágil, apegada demais à imagem que tem de si mesma. E cabe-nos dizer que cada vez mais as pessoas são coisificadas e o dinheiro elevado ao status de deus. 
 Convidamos Pierre Cortes - nosso oficineiro de Edição e Roteiro e Captação de Imagens para debater junto de José Carlos da Costa as possibilidade de visão, de intervisão, intravisão e entre vistas. Como já dissemos é o partilhar que nos atraí e ficamos orgulhosos ao perceber a sincronia da data escolhida: 2 meses de aniversário de morte de José Saramago! Como disse tão bem Galeano: "Ele estará sempre presente". 

E Saramago, inimigo da burrice, da demagogia religiosa transcendeu nossas expectativas e esteve presente, causando um mal estar naqueles que não acreditam que exista vida inteligente sem rabo preso!


 
   

Fabiano - Presidente da Associação Cultural de Caieiras e José Carlos - Coordenador Técnico, resistindo (arrã) à tentação!

A chegada do público



mais gente!





mais fila











José Carlos e Pierre Cortes - Cineasta e Oficineiro da ACDC



Não basta assistir! Vivência sobre não ser vidente!
















Lançar-se em direção ao outro... eis o nosso desafio na contemporâneidade!




Fabiano, José Carlos e Monique, nossa ex assistente e vocalista da banda Élope!


Fabiano, José Carlos, Monique e Pierre Cortes